sexta-feira, 1 de janeiro de 2010


parado no café quando eu estava lá, na voz tinha o talento dos pedintes,e entre um cigarro e outro renegava a vida, latejando de vergonhas dos ouvintes, as mãos e o olhar da mesma cor, cinzenta como a roupa que trazia. Em um gesto que podia ser de amor, sorria. E ao partir agradecia, são as curvas dessa vida, que nos fazem duvidar. A terra gira ao contrário e os rios nascem no mar. Um dia na tv eu sei la qual,passou um filme esquecido, filmado no gueto, onde o artista desconhecido entrava como artista principal. compramos a entrada para a sessão, pra me ver no personagem no telão. O rosto maltratado era a razão, de eu nao partir pela manha. E são as curvas dessa vida, que nos fazem duvidar, a terra gira ao contrario, e os rios nascem no mar....

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